Mesmo com a vitória, Inter apresenta os mesmos erros demonstrados antes da parada para a Copa do Mundo de Clubes

Em uma fria tarde de sábado, o Internacional recebeu o Vitória em um confronto direto na zona de rebaixamento. As duas equipes tinham o mesmo número de pontos, com o Colorado dentro da zona, por isso a vitória era de extrema importância para ambos.
O Inter começou buscando o ataque, como era esperado por jogar em casa e também pela sua situação na tabela. Roger Machado surpreendeu escalando três zagueiros e nenhum lateral-esquerdo de ofício. Com essas modificações, Victor Gabriel foi deslocado para o lado esquerdo como lateral, pensando em dar consistência defensiva para que o meio-campo pudesse oferecer maior suporte ao ataque.
Isso, de certa forma, deu resultado, mas o Inter esbarrou em uma já esperada retranca do estreante técnico Fábio Carille, que colocou seu time com duas linhas defensivas, dificultando uma troca de passes mais efetiva. Mesmo com Carbonero e Wesley pelos lados, usando a velocidade e as ultrapassagens de Aguirre pelo lado direito, o Inter não conseguia finalizar a gol. A primeira finalização veio apenas após os 25 minutos, com Bruno Henrique, de fora da área. O Inter seguia pressionando a equipe baiana, que conseguia se defender e amarrava o jogo nas paralisações. O time colorado foi para o intervalo sob vaias da torcida, que condenava a morosidade da equipe e os erros individuais.
No segundo tempo, já no intervalo, o técnico Roger promoveu a estreia de Alan Benítez, lateral-direito contratado junto ao Cerro Porteño. Com isso, Aguirre foi deslocado para a lateral esquerda com a ideia de aumentar o volume de jogadas pelas laterais. Assim, o time teve mais intensidade e pressionou a equipe do Vitória, criando oportunidades e aumentando o volume ofensivo. Mais algumas mudanças foram feitas para que o Inter buscasse o gol. Os ingressos de Valência, Ricardo Mathias e Gustavo Prado só surtiram efeito nos acréscimos da partida, quando inclusive alguns torcedores já haviam deixado o estádio.
Finalmente, o gol saiu depois de uma jogada pelo lado direito: Alan Benítez acionou Enner Valência, que cruzou para dentro da área. A defesa afastou e Bruno Tabata acertou um chute sem pulo no ângulo — um golaço que tirou o zero do placar e deu alívio à equipe colorada, que, mesmo com um segundo tempo mais ofensivo, viu seu goleiro salvar por duas vezes a equipe.
O saldo que se tira do retorno do Inter ao Campeonato Brasileiro é que as dificuldades seguem as mesmas de antes da parada: um time sem velocidade para definir as jogadas, exposição do sistema defensivo e centroavantes que não concluem com qualidade. O técnico Roger Machado ponderou, na entrevista coletiva, que o ponto principal nessa retomada das competições é o ritmo de jogo, que influencia em uma performance melhor.
O Inter é o décimo terceiro colocado, com 14 pontos, está fora da zona de rebaixamento e tem a semana livre para treinamentos. O próximo compromisso está marcado para domingo que vem, às 11h da manhã, contra a equipe do Ceará.