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Derrota com assinatura da temporada: Grêmio tenta, mas falha nos momentos decisivos

Mano Menezes em Grêmio x Fluminense — Foto: Maxi Franzoi/AGIF
Mano Menezes em Grêmio x Fluminense — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

O Grêmio apresentou, no jogo de hoje contra o Fluminense, mais uma atuação que sintetiza bem o que foi a temporada: um time voluntarioso, que tenta competir, mas que esbarra em limites técnicos, coletivos e individuais nos momentos decisivos. A equipe até começou com intensidade, buscando criar pelas laterais e tentando impor ritmo dentro da Arena, mas faltou profundidade, precisão e frieza nas conclusões. O gol marcado por André Henrique surgiu mais por insistência e presença de área do que por construção clara reflexo de um ataque que, ao longo de todo o campeonato, raramente conseguiu transformar volume em efetividade real.

Defensivamente, o Grêmio voltou a sofrer com problemas recorrentes. A falha de Tiago Volpi no primeiro gol expôs uma vulnerabilidade que pesou demais, não só no placar, mas também no clima da partida. A linha defensiva, apesar do esforço e de uma atuação sólida de Wagner Leonardo, não conseguiu conter a mobilidade e a qualidade do Fluminense, especialmente de Soteldo, que decidiu o jogo com liberdade e inteligência. As laterais tiveram dificuldades tanto no enfrentamento direto quanto na recomposição, e o meio-campo, embora combativo, não conseguiu controlar o ritmo nem neutralizar as transições rápidas do adversário.

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Arthur volante Grêmio — Foto: Maxi Franzoi/AGIF

Faltou ao Grêmio um plano ofensivo mais claro. As jogadas se repetiam, muitas vezes previsíveis, com cruzamentos forçados e pouco aproveitados. Mesmo assim, não se pode dizer que faltou entrega. O time tentou, buscou alternativas, pressionou quando pôde e criou algumas oportunidades, mas a diferença técnica ficou evidente, sobretudo no último terço do campo. A torcida fez sua parte no último jogo em casa, empurrou o time, mas a equipe novamente parou nos próprios erros.

A derrota acaba sendo proporcional ao que o Grêmio mostrou ao longo de 2025: um time que batalha, mas que carece de maior qualidade individual e de uma estrutura coletiva mais firme para disputar de igual para igual com adversários mais prontos. Fica a sensação de que, com reforços pontuais, ajustes táticos e mais eficiência, o time pode apresentar algo melhor em 2026. Hoje, porém, o jogo escancarou que ainda há um longo caminho pela frente.